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| Consulta
Pública N°38 - ANATEL |
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| Resumo
sobre o Sistema PLC e o impacto nas comunicações
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Impacto do
PLC sobre as comunicações
1.-O que
é o PLC ?
O PLC é uma tecnologia de banda larga que utiliza as redes eléctricas
de baixa tensão (BT) e média tensão (MT) para a transmissão de dados.
Esta
tecnologia é mais conhecida como:
PLC = Power Line Communications
PLT = Power Line Telecommunications
BPL = Broadband Power Line
Três tipos
de PLC envolvendo o uso da fiação da rede elétrica e frequências geradas:
1- Controle
caseiro
Utilização da rede doméstica de energia para controlar eletrodomésticos.
Gama de frequências: de 9 a 525 kHz.
2-Tomada
doméstica (home plug)
Utilização da rede doméstica de energia para interligar computadores
no interior do mesmo edifício.
Gama de frequências: 10 a 30 MHz.
3- PLC de
acesso
Acesso de alta velocidade (2 Mbits/s) à Internet, para utilizadores
particulares e empresas, utilizando as linhas aéreas de distribuição
de energia. Gama de frequências: 1.6 a 10 MHz.
2.-Porque
nos preocupa ?
Com a gama de frequências geradas pelo uso já mencionado
acima, invariavelmente os serviços listados abaixo serão afetados por
interferência grave:
-Serviço Móvel Marítimo
-Serviço Fixo
-Serviço Móvel Terrestre
- Radioamadorismo e Faixa do Cidadão
-Radiodifusão em onda curta
-Frequência padrão e sinal horário
-Investigação espacial
-Móvel aeronáutico
-Radioastronomia
-Operações espaciais (identificação de satélites)
Entre estes,
estão os serviços que garantem:
-A segurança e proteção da Vida Humana (operações de busca e salvamento
em terra e no mar)
- As comunicações de emergência
(Protecção Civil, catástrofes naturais, inundações,
incêndios, terremotos e maremotos, ciclones, etc...)
3.-Aspectos
técnicos
• Por enquanto não há um padrão (standard)
homologado.
• Há vários sistemas
propostos, diferentes e incompatíveis entre si.
• Parece, no entanto,
que todos os sistemas que nos preocupam irão operar no domínio
da Onda
Curta (3
a 30 MHz) aproximadamente.
Razões:
1-
As portadoras dos sinais PLC têm que estar suficientemente afastadas
da frequência de 50 Hz da tensão da rede a fim de permitir a
fácil separação dos sinais desejados.
Porquê a Onda Curta?
2-
A alta velocidade, ou débito em Mbits/s, anunciada para o PLC
requer bandas passantes muito amplas que, a baixo preço, só estariam
disponíveis em onda curta.
3-
A migração para as tecnologias por satélite dos grandes operadores
de comunicações internacionais parece tê-los desinteressado
da onda curta, deixando mais facilmente a porta aberta para
monstruosidades como o PLC.
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Porquê Banda Larga?
1-A quantidade
total de informação que pode ser transmitida através de um sistema é
proporcional ao produto da gama de frequências que o sinal contem pelo
tempo disponível para a sua transmissão. (Teorema de Hartley).
2- Para
se poder transmitir muita informação em pouco tempo (alta velocidade)
é, pois, necessário que o sistema disponha de uma ampla banda passante.
3- Além de
tudo isto, para que o sistema possa conduzir várias conversações em
simultâneo, os canais de frequência individuais terão que estar espalhados
pela banda total disponível de modo a não se interferirem.
Como interfere?
1- Por radiação
Nem as linhas de transporte de energia, nem as cablagens domésticas
são apropriadas para conduzir sinais de alta frequência (RF) e
muito menos informação digital; elas RADIAM ( e muito...).
2-
Por condução
Existindo sinais espúrios de alta frequência (PLC) nas tomadas eléctricas
das nossas casas, como normalmente os nossos equipamentos são alimentados, esses sinais entrarão facilmente nos nossos
rádios
através do próprio cabo de alimentação.
Como soa
a interferência ?
Nos nossos receptores, os sinais PLC aparecem como ruído branco
(Gaussiano).
Quem ouve nem sempre tem a impressão típica de interferência,
tal como chiados, zumbido, clics, apitos, etc. Em contraste, haverá
uma sensação de perda de sensibilidade do receptor, dado
que a interferência se apresenta como um aumento de ruído branco
à entrada do receptor.
Porque radiam
as linhas ?
As linhas de distribuição foram projetadas para transportar a energia
de frequência extremamente baixa de 50 Hz e não energia de
radiofrequência (RF) de 5 ou 50 MHz.
Como as linhas de energia apresentam perdas enormes em RF ( em
torno de 60 dB por 100 m @ 20 MHz) as potências injetadas pelo PLC
tem que ser muito elevadas, para que o sinal chegue a todos os
assinantes.
Devido aos inúmeros e violentos transitórios de tensão e corrente provocados
pelas ligações e cortes da aparelhagem derivada sobre a linha de energia,
esta constitui um meio muito ruidoso. Para conseguir vencer este elevado
nível de ruído, o PLC tem que injectar no sistema potências ainda
mais elevadas, o que torna a radiação ainda mais violenta.
Os condutores das linhas de energia estendem-se ao longo de trajetos
que abrangem centenas ou milhares comprimentos de onda, mesmo para as frequências mais baixas do
PLC. Elas podem então funcionar como excelentes
antenas.
Qualquer linha de transmissão, quer de condutores paralelos, quer
coaxial, só não irradia se estiver corretamente adaptada: a impedância
do gerador deve ser igual á impedância de onda, ou impedância característica
da linha, e a impedância da carga também igual à da linha. De outro modo
existirão as famosas ondas estacionárias ao longo da linha.
Mesmo no caso das linhas de AT e MT, em que a impedância característica
é conhecida, e talvez a(s) do(s) gerador(es), a impedância da carga
é um mistério insolúvel, pois estão sempre sendo ligados e desligados,
aleatóriamente, pelos consumidores. Falar de adaptação de impedâncias
nestas condições é totalmente absurdo.
4.-Quem precisa
do PLC ?
Os consumidores
?
2-
Eles não estão verdadeiramente interessados em novas opções. Eles gostariam,
tão somente, de obter preços mais baixos, mas ninguém oferece garantias
a favor do PLT neste aspecto.
Os distribuidores
de energia?
1-
Eles devem estar muitíssimo ocupados a gerir o seu próprio negócio
para se lançarem numa aventura de resultados mais que duvidosos.
Os usuários
das radiocomunicações?
1-
Não são apenas os utilizadores de radiofrequências de 1.8 a 30 MHz
que serão afetados.
2- Devido
à existência de elementos não-lineares na rede eléctrica
de distribuição de energia, os sistemas PLC podem criar (por intermodulação)
emissões em frequências substancialmente mais altas do que as frequências
atualmente usadas intencionalmente no seio do sistema PLC, ou seja,
muito acima da onda curta.
3-
Assim sendo, isto afeta também quem assiste à televisão,
Rádios de AM e FM, Comunicações na aviação, marítima, serviços de
previsão meteorológica, Radioastronomia, Polícias e Bombeiros, ou quaisquer outros
serviços que usam o serviço móvel terrestre, incluindo os próprios distribuidores
de energia, os quais são fortes utilizadores das radiocomunicações.
Concluindo,
só interessa para quem vai faturar com este serviço, para mais
ninguém.
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